Comunicação inovadora do teatro valoriza as relações humanas, diz pesquisador

(São Caetano do Sul – SP) – Em 1999, a empresa em que trabalhava o professor universitário e pesquisador Luiz Fernando Milani promoveu uma peça, realizada no pátio da própria companhia. Passado um primeiro momento de estranhamento, as sensações sentidas após o término da apresentação, as lembranças de como ela impactou positivamente o ambiente e as relações de trabalho foram tão marcantes para Luiz que, quase 15 anos após o evento, ele se dispôs a estudar mais profundamente o assunto, tornando-se mestre em Comunicação e Inovação pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS) com sua dissertação sobre o tema.

O pesquisador apoiou-se, principalmente, em entrevistas semiestruturadas tanto com os profissionais das organizações que encomendam o trabalho cênico quanto com os dramaturgos que escrevem os roteiros para atender a essas demandas. Entre as situações mais críticas e delicadas, estão aquisições e fusões entre empresas e demissões em massa por questões financeiras. O “teatro-empresa” surge como mais uma possibilidade de comunicação da empresa, necessário para produzir “novos comportamentos e atitudes; participação, motivação e envolvimento dos funcionários nos programas desenvolvidos em favor da segurança do trabalho na execução das atividades diárias, treinamentos, capacitação e procedimentos técnicos de operação”, afirma Luiz.

O pesquisador observou que os roteiros criados para o teatro nas empresas têm preocupação especial com a “estética, os detalhes de ordem técnica e as sensações que afloram da imaginação a partir da arte cênica, porque o público das organizações a que as mensagens se destinam precisa sentir-se identificado com elas”. A vivência teatral deve despertar a reflexão, fazendo com que o funcionário repense sua própria identidade dentro da organização empresarial. “Ao apropriar-se da interação lúdica, a comunicação facilita a retenção de conceitos, o envolvimento, e estimula a participação tão logo o espectador se abra ao imaginário, levando essa experiência para além do racional”, conclui o pesquisador.

Priscila Ferreira Perazzo, doutora em História Social pela FFLCH-USP e orientadora do trabalho de Milani na USCS, destaca que “a pesquisa de Luiz Fernando Milani é uma reflexão sobre as inovações da comunicação organizacional. A existência desse tipo de programa nas empresas não é nova, mas o processo de comunicação engendrado por essa prática, sum, é inovador. Além do mais, Milani muito bem se posiciona numa perspectiva de estudos da cultura em comunicação organizacional”.

A dissertação de mestrado de Luiz Fernando Milani está disponível para consulta – na íntegra – no link:

http://www.uscs.edu.br/posstricto/comunicacao/dissertacoes/2013/pdf/LUIZ_FERNANDO_MILANI.pdf

O programa de Pós-Graduação em Comunicação da USCS objetiva contribuir com a geração e difusão do conhecimento científico no campo da Comunicação e, com isso, dar consecução à missão da USCS junto à comunidade interna e externa. Pretende ainda contribuir na formação de pesquisadores e docentes com visão crítica e científica do campo da Comunicação face a uma sociedade em constante transformação. Informações sobre o programa: http://www.uscs.edu.br/posstricto/comunicacao/.

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05/08/2014

Benefícios da prática “teatro-empresa” para trabalhadores e organizações são tema de estudo da na USCS