Dissertação de mestrado analisou as estratégias adotadas pela Fundação Dorina Nowill para Cegos para o desenvolvimento da área

(São Caetano do Sul – SP) – A inclusão de deficientes no mercado de trabalho não é, felizmente, uma pauta estranha à sociedade. Contudo, a inclusão desses profissionais dentro das próprias empresas, sua adequação ao ambiente de trabalho e entre seus colegas, é um ponto com ainda muito a ser discutido a melhorado. Pelo menos é o que aponta a pesquisa “Comunicação inovadora para o colaborador interno: Estudo de caso na Fundação Dorina Nowill para Cegos”, desenvolvida pela jornalista e especialista em comunicação empresarial, Andrea Aparecida Quirino, no Programa de Pós-Graduação em Comunicação da USCS, Universidade Municipal de São Caetano do Sul.

A pesquisadora focou sua análise na Fundação Dorina Nowill para Cegos, instituição paulista que, há mais de seis décadas, atua com o propósito de incluir pessoas com deficiência visual no trabalho por meio de produção e distribuição de livros em Braille (sistema de leitura com tato para cegos), falados e digitais. Além disso, a fundação também busca incluir profissionais cegos em sua própria equipe. Entre os meios de comunicação empregados, como o envio de e-mails e de comunicados em braile, destaca-se a inovação trazida pelo totem – um aparelho posicionado no corredor central da fundação que, por meio de fones de ouvido, comunica aos funcionários as principais informações relacionadas à empresa, separadas em diversas seções. “Para que a comunicação interna atinja seus objetivos e não seja apenas mais um processo informativo, o ato de comunicar deve considerar que a mensagem possa ser interpretada de acordo com cada receptor, suas experiências e vivências”, lembra Andrea. Dessa forma, não é de se espantar que 15% dos deficientes visuais entrevistados durante a pesquisa afirmem que preferem receber as notícias diretamente de seus gestores – isto é, a partir de uma conversa com outra pessoa. A importância da boa aplicação desses métodos, destaca o estudo, é a humanização da comunicação. “O recebimento das informações faz com que eles se sintam mais próximos das notícias da Fundação, assim como os outros colaboradores que enxergam.”

Para o docente do Programa de Mestrado em Comunicação da USCS e orientador da aluna, Arquimedes Pessoni, “o trabalho feito pela aluna mostrou importantes aspectos no âmbito da comunicação interna para deficientes visuais. Além de revelar as dificuldades encontradas por esse público, a pesquisa reuniu informações valiosas sobre a comunicação para deficientes num âmbito geral, que por si só já contribuiu para o aumento do conhecimento científico nessa área pouco estudada pela Comunicação”.

A dissertação de mestrado de Andrea Aparecida Quirino está disponível para consulta – na íntegra – no link:

http://www.uscs.edu.br/posstricto/comunicacao/dissertacoes/2012/pdf/ANDREA_APARECIDA_QUIRINO.pdf

O programa de Mestrado em Comunicação da USCS objetiva contribuir com a geração e difusão do conhecimento científico no campo da Comunicação e, com isso, dar consecução à missão da USCS junto à comunidade interna e externa. Pretende ainda contribuir na formação de pesquisadores e docentes com visão crítica e científica do campo da Comunicação face a uma sociedade em constante transformação. Informações sobre o programa: http://www.uscs.edu.br/posstricto/comunicacao/.

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29/04/2014

Comunicação interna para cegos é tema de estudo na USCS