Feiras, shows e competições inovam com ações voltadas à qualidade do ar, gestão de resíduos e educação ambiental

(São Caetano do Sul – SP) – O Brasil ocupou a nona colocação em quantidade de eventos internacionais realizados em 2013. Segundo pesquisa do Sebrae (Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) e Abeoc (Associação Brasileira de Empresas de Eventos), o setor movimentou R$ 209,2 bilhões – 564% a mais, em comparação com 2012, que fechou com R$ 37 bilhões. Este novo cenário colocou uma dúvida na cabeça de especialistas que estudam os impactos ambientais: quais são os aspectos de sustentabilidade promovidos por essas empresas durante os eventos?

Em resposta à indagação, a mestre em Comunicação pela USCS (Universidade Municipal de São Caetano do Sul), Ana Maria Malvezzi, pesquisou três casos e avaliou as experiências de eventos sustentáveis no Brasil entre os anos de 2010 e 2014. O estudo originou a dissertação Eventos organizacionais: a sustentabilidade como fator de inovação, onde a pesquisadora identificou os impactos que esses eventos causaram ao meio ambiente e as ações realizadas com foco na área, apontou, ainda, caminhos para a organização deste tipo de atividade de forma ecologicamente correta.

Segundo Ana Maria, o estudo revela que realização de eventos como estratégia de comunicação organizacional tem levado em conta fatores de sustentabilidade. “Foi possível encontrar aspectos em comum e também perceber as tendências do setor, apresentando modificações e aperfeiçoamento nas suas estratégias, desde o planejamento”, afirma. A pesquisadora acredita que os impactos e os resultados, sejam ambientais e de comunicação direta ou na mídia, interferem na reputação das empresas.

Ao avaliar os eventos Couromoda (2010), Rio+Social (2012) e Planeta no Parque (2013), a profissional identificou que os organizadores assumiram a gestão ambiental dos eventos como algo atrelado a uma política de sustentabilidade da própria empresa e seus parceiros. “Esse procedimento reflete não somente na viabilidade do evento, mas na sua continuidade, além de estabelecer reflexos na sociedade”, observa.

Dentre os pontos avaliados por Ana Maria, alguns procedimentos marcaram os três eventos, são eles: a compensações para a qualidade do ar, tanto em termos de neutralização de carbono, como ações de racionalização de deslocamentos e transporte de pessoas e materiais; a utilização da água, assim como da energia; a gestão de resíduos; a comunicação virtual substituiu o papel; além de esforços quanto à educação ambiental, que passaram pela sensibilização, conscientização e o desenvolvimento de práticas que minimizam os impactos negativos ao meio ambiente.

Para a pesquisadora, os impactos ambientais dos eventos fizeram os organizadores modificarem a forma de conduzir as ações. “As novas práticas podem ser traduzidas como inovação no sentido de aperfeiçoar esses eventos, na busca pelo reconhecimento social e de suas marcas. Isso pode significar que além de inovar, as práticas são capazes de serem difundidas para que, não somente o setor de eventos, mas os stakeholders (público estratégico) consigam se beneficiar”, conclui.

Segundo Gino Giacomini Filho, orientador do trabalho, “atualmente, a realização de eventos e, principalmente, mega eventos precisa atender todas as partes interessadas, inclusive o meio ambiente, ou seja, deve prever ações ambientais pontuais como menor uso de água e energia, além daquelas que são estratégicas como as que se associam com uma imagem de responsabilidade socioambiental e legado para a comunidade”, avalia.

A dissertação de mestrado de Ana Maria Malvezzi, Eventos organizacionais: a sustentabilidade como fator de inovação, está disponível para consulta – na íntegra – no link:

http://www.uscs.edu.br/posstricto/comunicacao/dissertacoes/2015/pdf/DISSERTACAO_ANA%20_MARIA_MALVEZZI_DE_SOUZA.pdf

Sobre o Mestrado em Comunicação

O programa de Mestrado em Comunicação da USCS objetiva contribuir com a geração e difusão do conhecimento científico no campo da Comunicação e, com isso, dar consecução à missão da universidade junto à comunidade interna e externa. Pretende ainda contribuir na formação de pesquisadores e docentes com visão crítica e científica do campo da Comunicação face a uma sociedade em constante transformação. Informações sobre o programa: http://www.uscs.edu.br/posstricto/comunicacao/.

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17/08/2015

Estudo da USCS revela iniciativas sustentáveis em eventos organizacionais