Dissertação de Mestrado em Comunicação analisa as práticas conflitantes pelas empresas – e também como evitar e minimizar os dados

(São Caetano do Sul – SP) – A preocupação com o meio ambiente já é pauta há bastante tempo para muitas empresas, mas cada vez mais diferentes esferas da sociedade vêm se preocupando em desenvolver – e cobrar do setor – projetos e ações sustentáveis. O que interessa ao publicitário e professor Aristides de Medeiros Brito Junior, no entanto, é analisar os casos de greenwashing, ou o ato de enganar os consumidores sobre as práticas ambientais de uma empresa ou os benefícios ambientais de um produto ou serviço. “Empresas aproveitam para dizer o que não fazem de errado ou, até mesmo, mudam a cor de suas embalagens ou de seus anúncios para o verde, como se isso fosse sinal de compromisso com o meio ambiente”, ilustra o pesquisador.

Os públicos de interesse, os stakeholders, têm sido fundamentais na construção de uma nova relação das organizações com a sociedade – e seu poder de comunicação é amplificado pelas redes sociais e pela cobertura intensa por parte da imprensa. “Ao divulgar em sua comunicação ações ambientais, a organização coloca as atividades publicitárias, jornalísticas e de relações públicas dentro de seu contexto de responsabilidade social, devendo tais práticas comunicacionais se pautar pela transparência junto aos stakeholders”, afirma o pesquisador. Sua iniciativa, então, foi partir da observação de modelos de relatórios socioambientais e manuais desenvolvidos por diversas entidades. Assim, Aristides chegou a um modelo autoaplicativo, a “matriz do greenwashing”, que espera servir de base para as organizações alinharem sua comunicação em relação às suas práticas ambientais. Entre as ações sugeridas, estão pontos como colaborar com ONGs para a verificação de informações da organização, divulgar anualmente as métricas de desempenho ambiental da organização e facilitar a exposição das informações ambientais dos produtos nos rótulos para reduzir a confusão do consumidor na hora da compra.

De acordo com o professor doutor Gino Giacomini Filho, docente do Programa de Mestrado em Comunicação da USCS e orientador do trabalho de Aristides, “o meio ambiente tem sido assunto central para as organizações e a sociedade está atenta ao que cada empresa faz ou diz que faz em relação aos impactos ambientais de suas ações e atividades. Nesse sentido, é fundamental que cada organização monitore sua comunicação com o mercado e certifique que ela está associada ao que as pessoas e consumidores querem e pensam sobre um futuro melhor para todos, inclusive em relação ao meio ambiente. A empresa que finge ter conduta ambientalmente correta incorre em sérios riscos de imagem, negócios e até processos judiciais”.

A dissertação de mestrado de Aristides de Medeiro Brito Júnior está disponível para consulta – na íntegra – no link: http://www.uscs.edu.br/posstricto/comunicacao/dissertacoes/2013/pdf/Dissertacao_Mestrado_PMC_AriBrito_Greenwashing.pdf

O programa de Mestrado em Comunicação da USCS objetiva contribuir com a geração e difusão do conhecimento científico no campo da Comunicação e, com isso, dar consecução à missão da USCS junto à comunidade interna e externa. Pretende ainda contribuir na formação de pesquisadores e docentes com visão crítica e científica do campo da Comunicação face a uma sociedade em constante transformação. Informações sobre o programa: http://www.uscs.edu.br/posstricto/comunicacao/.

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22/04/2014

Greenwashing é tema de investigação na USCS