Foco é a transição de administração pública entre o Partido dos Trabalhadores e o Partido Trabalhista Brasileiro, em Santo André

 

(São Caetano do Sul – SP) – Uma boa comunicação é cada vez mais importante para as pessoas em tempos de um mundo global, em que distâncias diminuem, velocidades aumentam e relações se transformam constantemente. Esse processo ganha ainda mais destaque no âmbito da política – especialmente no que tange a comunicação entre a administração pública e a sociedade. Saber comunicar à população o que está sendo feito, de que maneira e por que é fundamental para uma gestão política; e, ainda assim, um processo muito mal gerenciado. Pelo menos esta é uma das conclusões apontadas pela jornalista Valéria de Camargo Amoris, pesquisadora formada pela USCS, ao conduzir o estudo “O papel da comunicação no processo de transição de gestão na administração pública”. Valéria analisou particularmente o período de transição ocorrido em 2008/2009 entre as gestões do Partido dos Trabalhadores (PT), então há 12 anos como governante em Santo André, para o Partido Trabalhista Brasileiro (PTB). Para compreender melhor o cenário, a jornalista entrevistou secretários de Comunicação da Prefeitura de Santo André, funcionários de carreira da Secretaria de Comunicação da Prefeitura da cidade, que participaram do processo transitório e, ainda, profissionais da mídia local que cobriram o período da campanha eleitoral municipal de 2008, o processo transitório e no mínimo os cem primeiros dias de mandato do prefeito eleito para o ano de 2009.

A pesquisa considera uma série de fatores que circundam a questão, que vão desde a história político-econômica do município à análise da imagem dos partidos e seus respectivos candidatos que disputaram as eleições, como a importância de uma aparência de “pai de família” para um candidato ou a repercussão de um caso de violência dramático na cidade, como foi o sequestro, cativeiro e assassinato de Eloá Pimentel. Uma das principais e alarmantes conclusões apontadas pelo estudo é que o processo transitório que normalmente acontece entre o secretário que assume o cargo, neste caso, de Comunicação, com o que sai, não passa de um “acordo de cavalheiros”. Resumidamente, Valéria explica, baseada nas palavras de Alexssander de Paula Soares, então secretário de comunicação da Prefeitura de Santo André, que “não existe lei alguma que obriga o governo que sai a deixar relatórios e documentos que demonstre o andamento do órgão público para o governo que assumirá. O que significa que a equipe de comunicação que está saindo colabora fornecendo informações pertinentes do andamento da máquina pública se desejar”. A pesquisadora ainda afirma ter notado falta de interesse dos gestores públicos na área de Comunicação, bem como pouco planejamento comunicacional no contato com a imprensa.

Orientador do trabalho de Valéria, o doutor em Comunicação e professor do Mestrado da USCS, Arquimedes Pessoni, lembra que o estudo merece crédito, sobretudo por ouvir fontes primárias: “A aluna foi à campo, entrevistou funcionários e jornalistas que acompanharam a transição e fez uma leitura dessas informações à luz da academia, o que resultou em um trabalho bastante interessante e inovador”, revela Pessoni.

A dissertação de mestrado de Valéria de Camargo Amoris está disponível para consulta – na íntegra – no link:

http://www.uscs.edu.br/posstricto/comunicacao/dissertacoes/2012/pdf/VALERIA_DE_CAMARGO_AMORIS.pdf

 

O programa de Mestrado em Comunicação da USCS objetiva contribuir com a geração e difusão do conhecimento científico no campo da Comunicação e, com isso, dar consecução à missão da USCS junto à comunidade interna e externa. Pretende ainda contribuir na formação de pesquisadores e docentes com visão crítica e científica do campo da Comunicação face a uma sociedade em constante transformação. Informações sobre o programa: http://www.uscs.edu.br/posstricto/comunicacao/.

 

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10/02/2014

 

 

Pesquisa analisa comunicação na troca de gestões municipais no ABC Paulista