Aspectos limitadores e oportunidades de produção deste modelo de negócios são analisados em estudo na USCS

(São Caetano do Sul – SP) – Desde o seu surgimento, a televisão apresentou um grande potencial e lucrativo modelo de negócios e novas tecnologias e formas de produção não param de surgir no mercado. A pesquisadora Viviane da Silva Mendes, mestre em Comunicação pela USCS, debruçou-se em um dos mais recentes: a presença da TV 3D no cenário brasileiro da TV Digital (TVD). Em 2009, quando o país já havia implantado a TVD, a interatividade era uma das principais preocupações. O número de brasileiros com acesso à Internet era apenas de 44, 9%, porém. Já em 2012, com a aplicação do Plano Nacional de Banda Larga, esse número passou a 83%. “A TVD é uma realidade que trouxe possibilidades, não apenas de inclusão social, mas também de pesquisas diversas em torno desse cenário, bem como a adoção de novos modelos de negócios que tem propiciado a expansão de tecnologias brasileiras e da indústria nacional”, contextualiza Viviane.

Na dissertação “TV 3D no Brasil: Limitações e oportunidades de produção”, a pesquisadora levantou dados junto aos centros de pesquisas que se dedicam a pesquisar a tecnologia 3D, além de realizar visitas técnicas às principais emissoras da TV aberta brasileira que vêm realizando testes com a TV 3D, e conversou ainda com empresas fabricantes de equipamentos 3D, Panasonic e Sony.

Viviane aponta que a Internet é um dos principais alicerces tecnológicos para o canal de retorno dos serviços interativos da TVD, e esta é justamente o que mais favorece a adoção do 3D pelas emissoras. “Hoje, com a implantação da TVD, o incentivo do governo à universalização da telefonia fixa, telefonia móvel, banda larga e da TV por assinatura, tem exigido das emissoras mais uma ‘renovação’ na forma de se fazer TV, pois essa convergência midiática tem proporcionado novas mudanças no hábito de consumo de conteúdo audiovisual”, explica.

Neste cenário, o entretenimento desponta como a categoria mais favorável à produção de conteúdo 3D no Brasil, além dos eventos esportivos. São também indicados alguns fatores limitadores para a consolidação da tecnologia no mercado: a falta de profissionais qualificados, o alto custo de equipamentos específicos de transmissão e recepção, a necessidade dos óculos, o desconforto visual etc. Ainda assim, a pesquisadora conclui que o mercado audiovisual não deve descartar o potencial da TV 3D como modelo de negócios, já que “o conveniente para o usuário da TV 3D é justamente usufruir de um conteúdo de qualidade na comodidade do seu lar, sem precisar dividir o espaço com centenas de pessoas, como acontece no cinema”.

Envolvido com pesquisas em Comunicação e as Tecnologias Digitais, o professor Elias Goulart, doutor em Engenharia e orientador do trabalho de Viviane, analisa que esta tecnologia seria muito atrativa pelo potencial de envolvimento do espectador, contudo os custos de produção, tanto em equipamentos quanto em relação ao pessoal profissional, principalmente, representam elementos limitadores para a sua difusão.

A dissertação de mestrado de Viviane da Silva Mendes está disponível para consulta – na íntegra – no link:

http://www.uscs.edu.br/posstricto/comunicacao/dissertacoes/2013/pdf/viviane_da_silva_mendes.pdf

O programa de Mestrado em Comunicação da USCS objetiva contribuir com a geração e difusão do conhecimento científico no campo da Comunicação e, com isso, dar consecução à missão da USCS junto à comunidade interna e externa. Pretende ainda contribuir na formação de pesquisadores e docentes com visão crítica e científica do campo da Comunicação face a uma sociedade em constante transformação. Informações sobre o programa: http://www.uscs.edu.br/posstricto/comunicacao/.

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29/10/2014

Pesquisa investiga presença da TV 3D no Brasil