Mestrado em Comunicação teve como objetivo demonstrar a passagem do imaginário religioso do registro literário para o cinematográfico

(São Caetano do Sul – SP) – Discutir a materialização em imagens e movimento narrativo os elementos constituintes do imaginário religioso nordestino apresentados no filme “O Auto da Compadecida”, de Guel Arraes, foi o pontapé inicial da pesquisa que resultou no Mestrado em Comunicação Social na Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS) ao profissional de propaganda e marketing Fábio Diogo Silva. Para ele, a articulação das imagens e sons no filme estudado permitiu a abertura da obra e, com ela, as múltiplas possibilidades de identificação do espectador, justificando o imenso interesse do público pelo filme. “O Auto da Compadecida” é o livro de Ariano Suassuna (2005) criado a partir de folhetos de cordel, que foi transposto por Guel Arraes, a princípio em forma de minissérie para a televisão em 1999 e, posteriormente, para o cinema, em 2000.
De acordo com o pesquisador Fábio Diogo Silva, para demonstrar esta passagem da obra literária de Suassuna para o audiovisual de Guel Arraes, são descritos em primeiro lugar os elementos constitutivos que influenciaram Ariano Suassuna na composição do livro, bem como o processo de transformação que ‘O Auto da Compadecida’ passou na representação proposta por Guel Arraes no que se refere à composição da realidade cultural do povo nordestino – tema sobre o qual recai o interesse da dissertação, ou seja, na transposição das imagens religiosas que configuram o imaginário universal deste povo. Entre os resultados obtidos na pesquisa, Fábio Diogo Silva destaca o recorte da religião. “O fenômeno religioso revela na trama do filme a necessidade humana de dar forma específica ao sagrado, com o fim de apreendê-lo através dos sentidos e não só por meio da razão. Nesse aspecto, as formas simbólicas de Deus, da Compadecida, dos santos e das entidades celestiais de um modo geral, desdobram-se no protagonismo de João Grilo, de Chicó e da plêiade de personagens que configuram o enredo do filme”, ressalta.
Para a orientadora da pesquisa e docente do Programa de Mestrado em Comunicação da USCS, Regina Rossetti, a pesquisa foi importante porque ao investigar a transposição da literatura para o cinema, a pesquisa tratou da questão da inovação que as imagens cinematográficas apresentaram em relação ao texto literário. Esse trabalho foi eleito a melhor dissertação de 2010 do PPGCom da USCS.
Além da dissertação de mestrado, a pesquisa de Fábio Diogo Silva resultou em um capítulo do livro organizado por Juan Guilhermo Dias Droguett “O desejo em cena – Ensaios de Estética filmográfica contemporânea” (1ed.Curitiba: CRV, 2012, v. 1, p. 9-292), denominado “Filmografia Contemporânea. O Auto da Compadecida: Uma Saga do cinema nacional”.
O trabalho acadêmico de Fábio Diogo Silva já está disponível para consulta – na íntegra – no link abaixo:

Dissertação: “TRANSPOSIÇÃO DO IMAGINÁRIO RELIGIOSO NO FILME AUTO DA COMPADECIDA DE GUEL ARRAES” – disponível em: http://www.uscs.edu.br/posstricto/comunicacao/dissertacoes/2010/pdf/dissertacao_completa_fabio_diogo_da_silva_2010.pdf
O programa de Mestrado em Comunicação da USCS objetiva contribuir com a geração e difusão do conhecimento científico no campo da Comunicação e, com isso, dar consecução à missão da USCS junto à comunidade interna e externa. Pretende ainda contribuir na formação de pesquisadores e docentes com visão crítica e científica do campo da Comunicação face a uma sociedade em constante transformação. Informações sobre o programa: http://www.uscs.edu.br/posstricto/comunicacao/.

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05/06/2013

Transposição do Imaginário Cultural religioso no filme “O Auto da Compadecida”, de Guel Arraes, é objeto de pesquisa na USCS